terça-feira, 31 de maio de 2011

Voltando pra casa

Minha volta para casa começou na sexta-feira, deixei o hotel em Sorrento às oito horas para pegar o primeiro trem. Meu percurso era Sorrento - Napoli - Roma - Milão - São Paulo - Porto Alegre. Um trem para Napoli, outro para Roma, outro até o aeroporto Fiumicino, um avião para Milão, outro para São Paulo e finalmente um para Porto Alegre, já no outro dia. Tudo ia bem, apesar de estar cansada, até receber a notícia de que o vôo de Milão para São Paulo atrasaria em quatro horas. Já eram nove da noite e tive que me esforçar bastante para suportar mais estas horas no saguão do aeroporto. Bem, o jeito foi fazer amigos e me entreter com uma boa conversa. Conheci um senhor que esteve em Bologna para uma feira do ramo de transportes e uma garota que está morando em Milão por 1 ano a convite da Pirelli, empresa na qual trabalhava aqui no Brasil e que propôs a transferência dela. Conversa vai, conversa vem, algumas dicas sobre a Itália, e o tempo foi passando. Graças a Deus a tal peça que precisava ser trocada, chegou da Alemanha e nossa aeronave estava pronta para decolar. É claro que eu cheguei a pensar que talvez tenha sido pouco tempo para os mecânicos fazerem um bom trabalho, mas o próximo vôo seria somente às 22 horas do dia seguinte, então, achei melhor confiar que sim. Já a bordo tentei me acomodar para tentar dormir um pouco, já que na noite anterior não havia dormido bem, em razão da ansiedade em vencer todas as etapas de trens e aeroportos que constavam no meu “dia da volta”. Com o atraso de Milão eu perdi o voo de São Paulo para Porto Alegre e acabei ficando por mais quatro horas em Guarulhos. Para, finalmente aterrissar em solo gaúcho às quinze horas do sábado. Havia dispensado minha família de me pegar no aeroporto, pois eles já estavam lá quando eu os avisei às dez horas que só chegaria às quinze. Mas, eles me aguardaram em frente a minha casa para juntos irmos “pra casinha da mamãe”. A delícia de reencontrar a Sol depois de tantos dias, não dá para descrever. Aquela bolinha de pelo estava até de manta, o maior charme. E a minha mãe fez um excelente trabalho de preparação dela para a minha volta, pois da outra vez que a deixei por tanto tempo, fui ignorada por uns vinte minutos, para que ficasse claro que ela estava magoada comigo. Mas, dessa vez não, ela estava tão feliz quanto eu e recebi muitas demonstrações de carinhos. Seguimos juntinhas pra casinha da vovó. Adivinhem: a mãe fez pizza para me esperar, hahahaha. E o pior é que a dela é aquela de massa alta com sardinha, imbatível. Comi, comi, comi... contei algumas aventuras enquanto entregava os presentes que escolhi para cada um deles e depois de um longo banho me atirei na cama, porque dormir em poltrona de avião, ninguém merece. Domingo foi um dia maravilhoso, friozinho, mas com sol, nos rendeu uma caminhada até a praça na qual eu me atualizei sobre o que aconteceu por aqui na minha ausência e contei mais algumas histórias da viagem. Matei a saudade do chimarrão e foi um ótimo dia em família. Na segunda-feira, já de volta à rotina, eu e a Sol acordamos cedo, ela cheia de preguiça como é habitual nas segundas, e eu tentando me achar na bagunça que ainda está na minha casa, já que não consegui arrumar tudo que tirei das malas. Chegando ao trabalho recebi muitos abraços carinhosos e largos sorrisos de boas vindas, adorei a recepção e os comentários sobre o blog. Recebi até incentivos para continuar escrevendo, e acho que vou mesmo, porque eu gosto disso. No trabalho tudo estava certinho, dentro das expectativas, e agora só preciso de uma semana para entrar no ritmo de novo. Trabalhar, trabalhar, trabalhar e claro, preparar meu próximo roteiro, porque já estou louquinha para ir de novo.
Adorei a aventura. Superei todas as adversidades e voltei cheia de histórias. Eu me sinto realizada porque eu planejei a viagem sozinha, apenas com dicas de amigos, pesquisas em outros blogs e muita organização. O resultado foi excelente, deu tudo certo.

Quero que fique registrado que o apoio da minha família e dos meus colegas foi fundamental, porque a certeza de que a Sol estaria sendo muito bem cuidada e que a minha equipe na empresa seria capaz de conduzir muito bem os trabalhos, mesmo eu estando tanto tempo fora, foram importantes para que eu pudesse me desligar da vida aqui para viver minha história da Itália. 

GRAZIE A TUTTI!

Júlio Cesar disse: Vim, vi e venci!

Eu digo: Fui, fiz e voltei feliz!!!


Agora, deixo para vocês mais algumas belas imagens...


de Assisi


de Firenze




de Monterosso 


de Roma


do Vaticano


de Siena


e de Amalfi




quinta-feira, 26 de maio de 2011

Spiaggia di Nerano ou Marina del Cantone

Hoje foi dia de praia, finalmente saiu sol e pude curtir a praia de verdade, com cadeira e guarda-sol. Como a praia de Sorrento não é muito bonita, optei por fazer uma viagem de 40 minutos até Nerano e foi divino! A praia é pequena, mas é uma graçinha, pois ao invés de areia ela tem pedrinhas brancas à beira mar. É lindo ver a água cristalina banhando as pedrinhas, tem um efeito que parece estar cintilando. Às vezes até faz um barulhinho que parece chuva, como a praia não estava cheia, dava para escutar.  Para chegar a Nerano é fácil, compra-se um bilhete no bar da esquina da Circunvesuviana e o ônibus sai do lado esquerdo da estação, na frente diz Nerano via Marciano. É bom ver os horários, porque não é tão freqüente, eu peguei às 11:30 horas, mas acho que tem um às 10:05 horas. Vá cedo para curtir bem, pois a praia é paga. Eu paguei 6 euros pelo ingresso, cadeira e guarda-sol, mas acho que esse preço varia de acordo com o dia. Claro que tem uma parte que é pública, mas é só um espaçinho e não dá para deitar sobre uma toalha numa praia cheia de pedras, né? Na beira do mar só têm restaurantes, e diferente do Brasil, eles não vem na beira da praia oferecer nada. Mas, na parte de cima tem uma cafeteria, talvez ali dê para fazer um lanche, com panini e foccacia, pois nos restaurantes, só almoço mesmo. Eu almocei no Il Cantuccio e gostei bastante. Essa é uma praia que eu quero voltar com certeza, pois curti demais o lance das pedrinhas brancas. Achei um charme!
Baci a tutti!







Positano e Amalfi

Para chegar à Positano e Amalfi pega-se o ônibus –SITA, na Circumvesuviana, onde também se compra o bilhete, que custa 7,20 euros para ir às duas e voltar para Sorrento. É bom ir cedo porque lota, mas parece que têm saídas a cada 15 minutos. Dá para descer em Positano, conhecer e depois pegar o próximo ônibus para Amalfi. A viagem é linda, pois vai costeando o mar e tem um visual magnífico, pena que estava nublado, mas consegui fazer algumas fotos, só que não retratam a beleza do mar esmeralda. Para os que enjoam, recomendo tomar um Dramin, porque a estrada é toda em curvas, além de ser super estreita. Em alguns pontos não passam o ônibus e um carro, então se alguém for de carro, deve ficar atento para a buzina que o motorista do ônibus toca sempre que se aproxima de uma curva, pois ali não passarão os dois e nem tem acostamento, podendo dar a maior tranqueira. Ao ouvir o som da buzina, pare imediatamente e deixe-o passar.
Positano eu achei bem engraçadinha e fácil de andar pelas ruelas e apreciar as lojinhas, mas é um sobe e desce o tempo todo, pois as duas cidades são incrustadas nos rochedos. Hospedar-se aqui, nem pensar, só se tiver uma mochilinha, pois de malas é impossível. Já Amalfi eu não achei a cidade tão bonita, o que é fantástico é a vista que se tem do mar. Imagino que num dia de sol deva ser deslumbrante quando a luz incide na água cor de esmeralda. Por isso, eu não fiz o passeio de barco, pois como em Capri, com tempo nublado não tem a menor graça. Mal dá para perceber que a água é transparente e observar as rochas através dela. Nestes passeios o sol é fundamental. As duas praias têm uma areia grossa e preta, não dá um aspecto muito bom, eu não me senti atraída a tomar sol ali, só para passear mesmo. A viagem até Positano dura uma hora e depois mais uma hora até Amalfi, então é possível conhecer as duas num só dia. Acho que o melhor é conhecer primeiro Amalfi e depois voltar para Positano, almoçar num dos restaurantes que têm mesinhas com vista e relaxar apreciando a vista fantástica da costiera.

Positano










Amalfi








quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sorrento com SOL!!!

A cidade é sobre um platô, que agora com sol dá para ver melhor. Para ir à praia tem que descer uma escadaria de tirar o fôlego. 








terça-feira, 24 de maio de 2011

Sorrento

Sorrento é show! Um lugar com alguns recantos para curtir a atmosfera, um belo belvedere, o Chiosttro de San Francesco (lindíssimo) e muitas lojinhas e restaurantes. O povo é simpático e receptivo e tem uma enormidade de turistas americanos e vários brasileiros. Saí de Napoli às 9 horas e peguei um trem da circumvesuviana que mais parece um vagão velho de metrô, e não tem nem lugar para colocar as malas. Passo aos pés do Vesuvio, mas está nublado, não dá para vê-lo bem. Uma hora para chegar à Sorrento que valeu a pena, pois logo de chegada se percebe que a cidade é bela. Larguei as malas no hotel e saí para reconhecer o terreno. Optei por fazer um passeio num trem que dá uma volta de 30 minutos na cidade, ao custo de 6 euros. É bom para se situar, mas é muito fácil andar por aqui. Como acabou a bateria da máquina voltei ao hotel para deixá-la carregando enquanto almoço. Aliás, o hotel é uma beleza. O quarto é enorme e o banheiro é quase do mesmo tamanho, e tem vários terraços para curtir o final de tarde. Nas ruas em volta do hotel tem lojas como a Moschino, Lacoast, Ermenegildo Zegna, mas também têm outras com artigos baratinhos. Vi uma bolsa que gostei e de longe parecia custar 35 euros, me aproximei e a etiqueta era Gucci, ou seja, eram 3.500 euros. Droga, esta não vou poder levar... rsrs  No almoço comi uma pizza inteira, o que eu acho um exagero, mas aqui é assim mesmo e tem gente que até come mais de uma. Acho que se eu ficasse aqui, engordava...rsrs Enquanto almoço, observo um senhor que retira calmamente todos os artigos expostos fora da loja e a fecha, pois vai almoçar e a loja só reabre às 16 horas, depois da sesta, é claro! Nada mal, heim?  Volto para o hotel e tiro um cochilo também, já que estou de férias mesmo. À tarde dou mais uma caminhada e encontro duas brasileiras, aproveito para pedir que tirem uma foto minha e acabamos conversando a tarde toda, num café bem gostoso num dos belvederes. Mais tarde, jantamos juntas num restaurante onde tinha um pessoal tocando e cantando músicas italianas. Elas me convidaram para ir à Positano, mas como estão de carro, levei medo, porque a estrada é muito perigosa, prefiro encarar o ônibus que conhece bem o trajeto. Então, amanhã é dia de Positano e Amalfi.
Baci.