Hoje acordamos cedo para conhecer Vicenza. Queríamos pegar o trem das 8:41h e esse só tem no domingo, então trocamos o dia do passeio e deixamos Veneza para segunda e terça, já que a cidade está cheia mesmo. Tem outras alternativas de trens durante a semana, mas neste horário e preço, 5,10 euros, só domingo. Pena que é tão cedo, mas ele só chega lá às 10h. Ontem dormimos tarde procurando um restaurante onde eu jantei ano passado, mas imagine só se eu ia saber chegar, se sou desorientada em Porto Alegre, em Veneza fica ainda pior. Quando finalmente achamos o lugar, o cardápio não agradou e começamos a procurar outro, até encontrar um menu turístico de 12,80 euros, pasta, frango e salada, que não era uma delícia mas cumpriu o dever de matar a fome, e claro, bebemos um chianti para relaxar. Vicenza é a cidade de nosso tataravô e estou curiosa para conhecê-la, já que aqui tem boa parte da minha herança genética. Mesmo sendo uma mistura de alemã com italiano eu me sinto muito mais italiana. Posso notar isso até em relação à língua que não me atrai nem um pouco, enquanto o italiano, parece música aos meus ouvidos. Estamos no trem e posso ver a paisagem belíssima de áreas de cultivo. As casas são muito diferentes das nossas, são como pequenos edifícios e as culturas são em volta. Algumas fazem uma cerca viva em volta da casa com arbustos tipo pingo d´ouro e depois seguem com as culturas. Chegamos e a cidade é bem bonitinha. Tudo limpinho, gramados bem cuidados e muitas construções bem antigas. Seguimos pela rua em frente à estação e dobramos à direita no final dela, passamos por baixo da Torrione di Porta Castelo, que são um arco e uma torre. Esta rua dá acesso a vários Palazzos que são edifícios históricos. Ao final da Via Corso Palladio, visitamos o Teatro Olímpico, que é muito bonito. Atenção que o bilhete dá direito a visitar outras atrações, mas a gente não viu e quem vendeu também não explicou. Ao lado do teatro pegamos um mapa e seguimos para o Santuário di Monte Berico, a regazza das informações disse que era una passagiata bela que se poderia fazer a pé, quase morri! Só degraus foram 183, mais uma subida de tirar o fôlego. Ainda bem que a vista lá de cima compensa e rendeu muitas fotos. Se alguém preferir se poupar, acho que um táxi custa por volta de 7 euros. Saindo do santuário, pela mesma estrada que chegamos, dobramos na primeira ruela à direita e chegamos à Valmarana, para visitar as vilas Ai Nani e La Rottonda. Nós almoçamos na primeira, que tem um piccolo caffè e fomos visitar La Rottonda, mas nos arrependemos. Esta só tem visitação interna nas quartas-feiras e, portanto, só pudemos ver os jardins, que não são mais bonitos que os da Vila Ai Nani, que tinha visitação interna, mas daí já era tarde para vê-la. Voltamos para o início da cidade e visitamos o Giardino Salvi e o Duomo. Por nossas andanças vimos inúmeras propriedades, que imagino serem do século XVIII, lindas e com imensos jardins . As lojas da cidade têm roupas caríssimas nas vitrines, o que me leva a pensar que o pessoal daqui tem muito dinheiro. Há fica a dica para conhecerem um parque que tem logo após La Rottonda, que descobrimos enquanto esperamos abrir a visitação da tarde. Basta seguir e entrar na primeira rua à esquerda e logo vai passar em frente do Valleta del Silêncio. É perfeito para tomar um chimarrão, frequentado somente pelos moradores é tranquilo e a gente se sente no meio do mato de tantas árvores que tem. Gostei muito da cidade e acho que se ainda tenho parentes que vivem aqui, devem estar bem satisfeitos com esse lugar tão bonito. Ciao!









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| Giusepe Garibaldi |
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| Entrada Teatro Olímpico |
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| A escadinha de 183 degraus... |
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| depois da escadinha, essa subida |
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| Valmarana Ai Nani |
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| Valetta del Silencio |
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| La Rottonda |
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| Giardino Salvi |
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| uma apresentação de indianos |
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